O Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (SINDIHOSPA) participou, nesta quarta-feira (26), do exercício completo do Sistema de Resposta à Emergência Aeroportuária (SREA) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre. Realizado a cada três anos em atendimento às exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o simulado teve como objetivo testar, na prática, a capacidade de resposta integrada a uma situação de emergência aeroportuária.

A atividade simulou o cenário em que uma aeronave sairia da pista, invadindo o Pátio 4 do aeroporto, uma área próxima à avenida Sertório. O cenário contou com o uso de uma aeronave real e mobilizou diferentes órgãos e instituições envolvidas na resposta a emergências, incluindo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar do RS, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil, Força Aérea Brasileira, Anac, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Instituto-Geral de Perícias (IGP), Receita Federal, Anvisa, Vigiagro, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), empresas de aviação e outras equipes de atendimento e segurança.

A atividade testou simultaneamente três etapas que exigem comunicação e coordenação entre diferentes instituições: a resposta das equipes no local do incidente, a gestão das informações e o atendimento às vítimas e familiares, seguindo as regras da aviação civil. A participação do sindicato foi estratégica para a articulação da rede hospitalar. Diversas instituições foram mobilizadas para receber as vítimas durante o exercício: Hospital de Pronto Socorro, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus, Hospital Cristo Redentor, Hospital Fêmina, Santa Casa de Porto Alegre, Hospital Divina, Hospital Independência e Hospital Ernesto Dornelles. 

As vítimas, estudantes da Faculdade Factum que foram voluntários na simulação, foram encaminhadas aos hospitais por ambulâncias e helicópteros – um deles pousou em um local movimentado da capital: o cruzamento das avenidas Osvaldo Aranha e Venâncio Aires, trazendo uma “vítima” encaminhada ao Pronto Socorro. 

“Um exercício dessa dimensão é fundamental para que os hospitais possam testar seus protocolos, identificar oportunidades de melhoria e, principalmente, trabalhar de forma integrada com os demais órgãos que atuam em uma situação de emergência. A participação do SINDIHOSPA permite justamente articular essa resposta da rede hospitalar e contribuir para que os fluxos estejam preparados antes que uma situação real aconteça”, afirma Henri Siegert Chazan, presidente do sindicato.

Além de testar a capacidade de atendimento das instituições, o exercício permitiu avaliar as rotas entre o aeroporto e os hospitais, os tempos de deslocamento e a capacidade de coordenação para o recebimento simultâneo de pacientes. A dinâmica também envolveu o fluxo de entrada e saída das equipes e veículos, contribuindo para a avaliação dos protocolos de emergência e da comunicação entre os diferentes pontos da operação.

Em junho, o SINDIHOSPA foi um dos realizadores de outro simulado ocorrido no Aeroporto de Porto Alegre. O evento reproduziu a chegada de um avião com pessoas apresentando sintomas de uma doença infecciosa desconhecida, as quais foram levados ao Hospital de Clínicas para atendimento.